O Realismo em " Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis












         É notório afirmar que Machado de Assis é o patrono da Literatura Brasileira, além da sua grande contribuição para o processo cultural do Brasil. Apesar de ser um autor polêmico para alguns, para outros, o escritor trouxe uma nova forma de escrita, fugindo do modelo francês seguido em seu tempo e o tornando-o um escritor atemporal. Exemplo disso é uma das suas obras-primas, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
        Nela, é contada em primeira pessoa, a vida de “Brás Cubas”, narrada pelo próprio protagonista (defunto-autor). Com isso, percebemos o cotidiano e o cenário do Rio de Janeiro no fim do século XIX, revelando as mazelas da sociedade da época, como a hipocrisia, o adultério e a vaidade, por exemplo, onde constituímos o perfil psicológico a partir das informações dadas do protagonista pretencioso e debochado, ou seja, uma obra realista.
        Todavia, não é novidade que a leitura das obras de Machado requer um pouco de paciência, bagagem cultural e releitura para muitos, visto que, o autor contextualiza com vários momentos históricos, filósofos e literatura clássica, preocupando-se com a essência humana por meio dos seus personagens complexos e fragmentados.
      Para mais, gosto de comparar ( de forma bem grosseira, rs) a leitura das obras de Machado com um bom filme do Godard – de principio você não entende nada, quer parar de assistir, mas não consegue e, por fim, agradece por ter chegado até o final, se sente pleno com isso e quer assistir de novo.

Indico não só Memórias Póstumas como também, vários outros romances e contos de Machado de Assis, pois é uma experiência única e inimaginável.



-Lembrando que a missão do blog é  introduzir leituras por pequenas percepções de leitura. UM LIVRO QUE DEVE SER LIDO E RELIDO.


Abraços e até a próxima!


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